30 de novembro de 2008

Irmandade do Blues




Este sábado tive o prazer de tocar com os amigos do grupo Irmandade do Blues
Edu Gomes, Silvio Alemão, Vasco e Ulisses.

http://www.irmandadedoblues.com.br/

Festival de Jazz e Blues do Sesc do Rio de Janeiro em Barra Mansa

Umas fotinhos para quem não esteve lá.

abraços
Kiko

28 de novembro de 2008

Guitar Player - Primeiro post

Fiquei de postar os outros textos que saíram na revista Guitar Player.
Segue o primeiro que saiu em Agosto:



Preparação para uma turnê pela América Latina

Fui convidado para integrar a banda da Tarja Turunen (ex-Nightwish), ao lado dos músicos Mike Terrana (bateria; Yngwie Malmsteen, Rage), Doug Wimbish (baixo; Living Colour, Jeff Beck, Madonna, Rolling Stones), Maria Ilmoniemi (teclados) e Max Lilja (violoncelo; Apocalyptica). A turnê, realizada nos meses de agosto e setembro, passou pelo México, Colômbia, Brasil, Chile e Argentina, num total de 14 shows.
Como toda excursão, o trabalho começa bem antes da viagem em si. Entrei no meio da turnê mundial de Tarja e a banda já estava entrosada. Tive apenas um ensaio antes do primeiro show e a responsabilidade foi grande. Portanto, minha preparação teve de ser minuciosa, precisa e solitária.
Em primeiro lugar, vem a parte musical: conhecer todas as canções a fundo. É preciso tocar em casa o show inteiro, na seqüência do set list, sem errar – memorize tudo nos mínimos detalhes, afinal, banda de rock não admite partitura no palco!
Uma dica: caso um dia você passe por situação semelhante, o grande lance é, primeiramente, apenas ouvir as músicas. Prepare um CD com os temas na ordem do show e ouça como se fosse o álbum que você mais ama em sua vida, dentro de casa, no carro, no IPod... Imagine-se tocando as harmonias, as palhetadas e as estruturas das músicas. Cante as partes das melodias dos solos. Assim, quando for tocar na guitarra, será muito mais fácil, com 70% do caminho já percorrido.
Depois, sem deixar a parte musical de lado, é hora de verificar os equipamentos. Um bom profissional deve ter seu setup em perfeito estado e de acordo com as exigências do estilo musical. Afinal, durante uma turnê, tudo pode acontecer. Os shows são seguidos e você estará em outro país, longe de casa, do seu luthier e de sua loja de confiança. É bom ter tudo em dia e, de preferência, com peças de reserva. Por exemplo, para cada tipo de guitarra utilizada, leve uma reserva do mesmo estilo. Tenha peças como tarraxas, chaves, carrinhos de alavanca e cabos bons e novos, além de sobressalentes! Você deve levar ainda cordas suficientes para trocar a cada dois shows.
No caso desta turnê, as músicas exigiram uma guitarra afinada em A 440, uma afinada um tom abaixo, uma de sete cordas e um violão de cordas de náilon. Viajei com seis guitarras e um violão, com todos os instrumentos recém-regulados para cada tipo de afinação.
Como as músicas têm mais bases do que solos, preferi utilizar cordas D’Addario .011 nas guitarras afinadas em A 440 e .012 nas afinadas em D.
Parece complicado, mas estas precauções são fundamentais para você se sentir tranqüilo no palco e não haver problemas no show.
E não se esqueça, também, das questões que envolvem passagens, datas, vistos de entrada, documentos etc.!

18 de novembro de 2008






Finalmente uma discussão válida aqui.

Nunca é demais discutir arte e aprender com as interpretações de cada um.

Os conceitos colocados pelos pintores ao longo da história deixaram suas marcas na música,literatura, cinema, design, propaganda etc etc.

Para quem não conhece muito vejam como o olhar do pintor pode ser muito variado em relação a retratos

Deixei um Caravaggio, Modigliani,Portinari, Basquiat, Anita Malfatti.

A lista para conhecer é enorme...

Rock House Method

Só para contar as novas notícias.

Vejam o site:

http://www.rockhousemethod.com/home.aspx




Brazilian Guitar Virtuoso Kiko Loureiro The Latest Musican To Sign on With Rock House
Saturday, November 15, 2008
BRAZILIAN GUITAR VIRTUOSO KIKO LOURIERO JOINS ROCK HOUSE


A Range of DVD Products Displaying His Versatility and Global Musical Vision are Planned


Rock House, the leader in music instruction, announced today that Brazilian guitar virtuoso Kiko Loureiro is the latest musicians to join Rock House’s roster of master instructors. Kiko is the driving force behind the band Angra who has sold millions of CDs and toured the world several times over. Kiko is often voted by magazines and fans as one of the most talented guitar players worldwide. Young Guitar Magazine quotes “His guitar playing is top notch and can be compared to the masters like Vai, Satch and Petrucci. Kiko is a versatile guitar player with a deep knowledge of Rock 'n' Roll, Heavy Metal and Jazz which you can hear in his solos, riffs and melodies. He is also known for infusing traditional Latin rhythms into his playing. Production is slated to begin at the end of January 2009, no release dates have been set.


There will be at least two instructional DVDs where students will gain an understanding of his musical foundation and how his global musical vision can help expand their own guitar playing. Topics will include his approach to building melodies, his use of arpeggios, his unique tapping techniques, Jazz harmonies and much more. “Kiko is one of the most complete musicians we have every signed, on his 2005 solo record No Gravity he not only plays guitar he also handles percussion, keyboards, piano, bass and acoustic guitars on the album.” States Joe Palombo, Executive director of Rock House.


Kiko’s instructional products will be available at MI retailers around the world for $24.99. Stay tuned at www.RockHouseMethod.com, and www.kikoloureiro.com.br for information on release dates. All Rock House instructional products are distributed through Music Sales Corp. 1-800-431-7187; or call Gordon at 1-866-You-Rock.


Each on of Kiko’s DVDs will come with a FREE tab lesson booklet, iPod ready video and membership to Rock House’s lesson support site at www.RockHouseMethod.com. This feature, exclusive to Rock House and its partners offers students supplementary support for the lessons featured on the DVDs. Rock House has developed an accelerated yet easy-to-use system of learning that utilizes the functionality of DVD and Print, integrated with the accessibility of the Internet. Aspiring musicians who have a product produced by Rock House receive free membership to www.rockhousemethod.com for 24-7 lesson support. Students use this fully interactive site along with their product to enhance their learning experience, expand their knowledge, link with instructors, and connect with a community of people around the world who are learning to play music using The Rock House Method®.

For more information contact: Joe Palombo at jp@rockhousemethod.com

7 de novembro de 2008

Le Tableau- Symphony Kromatic





























Para quem conhece a foto do canto esquerdo do meu Myspace, vai achar familiar este rosto do quadro.
http://www.myspace.com/kikoloureiro

Marie, artista francesa, mais uma vez me surpreendeu com este tema que ela chama de "Symphony Kromatic"

No site dela vcs podem ver outros quadros sobre o No Gravity e Universo Inverso

http://introitus.unblog.fr


Espero que gostem da sinestesia francesa.

Deixem seus comentários...

KL

3 de novembro de 2008

Blog GUITAR PLAYER
















Para quem não sabia, o "Blog do Kiko" também está na edição de banca da revista Guitar Player. Vou colocar os texto aqui também!
Nas fotos podemos ver todos da Banda. Mike Terrana-bateria, Doug Wimbish-baixo, Maria Ilmoniemi-teclados, Tarja e eu.
De camiseta branca o técnico do estúdio que comandou as gravações.


Depois de uma turnê de um mês, nada mais estranho que cair diretamente
no ambiente hermético de um estúdio, ainda mais com “boludos” argentinos.
Estúdio e Palco: dois mundos completamente diversos . Há músicos que se especializam em um deles, mas geralmente temos que aprender a sobreviver nestes dois habitats tão ásperos.
Para mim, o estúdio acredito ser muito pior. Mede com uma lupa microscópica seus erros e fraquezas. Tudo soa, tudo se ouve, não há sons externos, não há aplausos, sinais de satisfação, vaias ou algo que te oriente.
Ouve-se apenas: “Próxima parte” / “próxima guitarra”, que significa ”está suficientemente bom para o produtor poder trabalhar”; ou “a boa agora”, que significa que sua tentativa foi fracassada. Este eufemismo pseudo-encorajador até ajuda pois a gente sempre tem fé que pode fazer melhor. Porém depois aprendemos que o primeiro “take” é o mais autêntico sempre. Regra #1 portanto: nunca apague o primeiro take, você provavelmente se arrependerá.

Logo após o show de Buenos Aires com a Tarja, fomos para um estúdio na capital argentina para gravar uma nova música de um futuro single da cantora.
Esta música tocamos ao longo da turnê, assim todos já sabiam suas partes e o que gravar.
Tínhamos 12 horas para registrar tudo, montar e timbrar os instrumentos, tempo realmente curto para uma produção legal, mas não havia alternativa.
Em tempo de computadores mágicos e perfeccionistas, é raro gravar ao vivo em estúdio uma banda toda, mas por questão de tempo foi o que fizemos.
Foi uma experiência singular compartilhar a vivência de Doug Wimbish, que já gravou com Jeff Beck, Madonna, Mick Jagger etc., Terrana que tem mais de 100 álbuns com sua assinatura, e também ao lado de músicos de formação erudita como a pianista Maria e o violoncelista Max.
Um fato interessante é ver estes dois mundos, erudito-popular, confrontando-se. Enquanto os americanos( Eles de formação exclusivamente empírica) prezam a música e o clima que todos juntos vão criar, os eruditos concentram-se na execução perfeita. Foi engraçado ver a discussão entre quem rege o tempo, o baterista ou o metrônomo? O Baterista segue o metrônomo, mas caso ele toque um pouco “para frente”ou “laid back”, a quem seguimos ?
Seguimos o Terrana, afinal acaba por sair mais musical, é lógico.

Gravados bateria, baixo, teclados e guitarra, escolhemos um bom “take” e a labuta propriamente dita começou.Dobras de guitarra!! Produções modernas e principalmente as de rock requerem a chamada “parede de guitarras”.
Incessantes dobras para obter o timbre, corpo e peso ideal. Gravei quatro vezes com um amplificador e mais quatro vezes com outro amplificador, alternando guitarras também.
O interessante é sempre procurar alternar um som mais pesado, menos médios, mais distorção e com menos ataque, o que são características de amplificadores americanos e mais modernos, com um timbre mais nasal, direto e com ataque, que encontramos em amplificadores mais tradicionais. Caso você tenha um amplificador só, pode buscar esta diferenciação na regulagem mesmo.Outra idéia é dobrar com um som quase limpo, crunch, para conseguir o ataque e definição. Alternar guitarras, com diferentes captadores e estilos também é fundamental. Nesta gravação usei uma K1 7 cordas ( com ponte fixa) e uma Tagima modelo Les Paul.
Quando as dobras começam ser inúmeras como neste caso, toda execução tem que ser precisa e repetida nos mínimos detalhes. Assim é melhor gravar cada trecho (16 compassos, por exemplo) e já dobrar em seguida. Quando se toca a música por completo e depois dobra, torna-se complicado memorizar e provavelmente será difícil de conseguir o efeito desejado.
Após as guitarras, hora do violão nylon. Um interlúdio em estilo barroco em dueto com o violoncelo. Por opção resolvi gravar três canais, dois dobrados por igual e um terceiro executando uma ponta. Está é uma boa opção para criar uma sonoridade bonita de violão, principalmente para nós guitarristas que não temos a mesma habilidade com a mão direita. Apesar da dificuldade de dobrar de forma gêmea ganha-se em timbre.

Depois destas inúmeras horas sendo contrariados pelo “grid” deste infernal sistema binário, saímos para comer o chorizo merecido e nos divertir com a cara dos argentinos.