30 de dezembro de 2008

FELIZ 2009

Queria desejar à todos que freqüentam este blog um feliz 2009!!

Aguardem 2009, ele promete!
Dois CDs prontos para lançar fora as gravações de mais 3 títulos diferentes de vídeo-aulas que farei nos EUA em Janeiro.
Angra nos acertos finais para voltar depois de abril.
Portanto muitas coisas boas para o próximo ano.
Espero que todos vocês também estejam repletos de planos e desejos, pois é isso que nos anima e enriquece a vida.
Beijos e abraços
KL

22 de dezembro de 2008

Programa do Ronnie Von

Dia 23 às 21 hs na TV Gazeta/Programa Todo Seu, serei entrevistado ao lado do DJ Hum pelo Ronnie Von
Espero que gostem! Imperdível!!

bjs e abrx

Kiko

15 de dezembro de 2008


12 horas de Choro sem parar!
Em São Carlos no próximo domingo dia 21.
Para mim este será um grande desafio de estar entre grandes instrumentistas da música brasileira homenageando o ícone maior do Choro, Jacob do Bandolim.

http://www.fai.ufscar.br/contribuintedacultura/

Apareçam por lá!

KL

Histórias da Estrada III

Esta também saiu no Blog da Revista Guitar Player...

Patinar em querosene? Equilibrar-se ao mesmo tempo em que as notas devem sair perfeitas e o público ver a banda em palco movimentando e agitando ao máximo.

Na época do álbum Fireworks, onde a capa era um cuspidor de fogo, tivemos a grande idéia de contratar malabaristas para a abertura do show.
Pense no maior lugar de shows em Paris -Le Zenith, 7000 pessoas, o famoso grupo finlandês Stratovarius como abertura e Bruce Dickinson -vocalista do Iron Maiden - no camarim pronto para participar do nosso show.
Em meio a toda esta festa, a grande idéia do cuspidor de fogo para "criar um clima"antes de entrarmos no palco.
Esquecemos que junto com o fogo a querosene também seria cuspida e espalhada por toda cena.
O palco virou um sabonete, um ring de patinação no gelo.
Igual aos jogos de vôlei, também tivemos nossos limpadores de solo, que durante as primeiras músicas faxinaram e enxugaram a nossa estupidez grudada aos nossos pés.

9 de dezembro de 2008

Histórias da Estrada II

Belo Horizonte,festival de música pop, estádio enorme, artistas número-um das listas de famosos, “aniversário ” de rádio, mais de trinta mil pessoas.
Cenário perfeito para uma banda de Heavy Metal como o Angra mostrar sua música e conquistar fãs novos e de estilos diferentes.
Tudo tranqüilo até nosso roadie antes do evento abusar das latinhas de cerveja que estavam no camarim. Uso e abuso do álcool também deveria ser proibido não só nas estradas mas assim como, em palcos e shows. O cidadão em pauta ficou de tal forma fora de si, que estava sendo expulso pelos seguranças devido ao bafo revelador e andar troncho. A credencial “All Areas” era o álibi que o mantinha por perto. Tudo montado e pronto para o nosso show. O restante da equipe desdobrou-se e preparou tudo perfeitamente para podermos estar nas melhores condições para a tão esperada apresentação. Era só esperar o Jota Quest e a Pitty acabarem o show deles e entrar em cena. Para desespero de todos, eis que nosso roadie, já com os olhos esbugalhados e o desempenho psicomotor afetado, começou a desconectar todos os cabos de nosso equipamento. Na melhor das intenções de nos ajudar e cumprir com suas obrigações.
Quem poderia reclamar? Afastado, foi ao canto do palco onde descansava, organizado e polido todo equipamento dos Titãs. Apontou, mirou e colocou para fora o conteúdo das latinhas já agora processado pelos rins...No silêncio da madrugada , estádio vazio, PA desmontado, foi encontrado dormindo nas arquibancadas. Devia estar sonhando com o novo emprego...

5 de dezembro de 2008

Histórias da estrada...

Relembrar é viver já diz a máxima.

Uma constante é a pergunta: Qual é a diferença entre o público gringo e o brasileiro. De forma previsível respondemos que o Brasileiro é empolgado e caloroso dentre tantos outros adjetivos esfuziantes. Quando eu respondo esta pergunta lembro-me sempre de um show em Manaus com o Angra em 99. No ginásio do luxuoso Hotel Tropical, às margens do Rio Amazonas, estávamos pela primeira vez nas terras de Mavutsinim, avô dos índios.
Imagine. Sair dos palcos de São Paulo para tocar em Manaus deve ter a mesma sensação que um violinista erudito teria em cima de um trio elétrico. Os fãs são incríveis.
A troca de energia entre banda e público neste show estava tão intenso que o palco foi transformado em trampolim, e no ginásio-sauna, o dono do show era mesmo quem pulava mais longe e não se deixava pegar pelos seguranças. Estes, em grande número, vestidos de camisetas amarelas cintilantes, fixaram-se em frente a banda na ponta do palco para proibir o espetáculo acrobático. Finda a brincadeira, descontente, o público não se conteve e cuspia sem parar nos alvos fáceis amarelos, evocando “para o pau”. A banda agora apenas como trilha incidental do espetáculo, olhava o acontecimento, tocava mais forte e alimentava-se desta selvageria. Para a nossa surpresa ainda vimos o gradil que em teoria serve para não deixar o público chegar perto do palco literalmente voando ao fundo sob cabeças impassíveis, certas de que aquilo era um show de verdade.