29 de janeiro de 2009

A formiga e a cigarra



Enquanto vocês estão aí de bermuda e biquini na praia, cá estou eu trabalhando nas novas vídeo-aulas.

Saudades...

25 de janeiro de 2009

Aqui na Califórnia...

Tudo continua como sempre... mais uma NAMM show.
Maior encontro de músicos e fabricantes de instrumentos do mundo.
Nos corredores é fácil esbarrar no Gene Simon, ou Steve Morse, quem sabe pegar um Steve Vai saindo do banheiro...
Estou com várias fotos e coisas legais para contar. Primeiro vou colocar na próxima Guitar Player e depois em mais detalhes por aqui.
Além da NAMM passei mais um vez pelo MI ( www.mi.edu) para dar um open couseling, fiz uma sessão de fotos com o Chris Impeliteri ( quem não conhece as escalas mais rápidas do mundo?) para capa da Young Guitar e toquei com a galera do Living Color...
Amanhã vou para NY gravar as vídeo aulas para uma empresa americana. Ensinar rock para americano chega a ser ironia, mas tudo bem.
CLaro que tudo está corrido aqui e depois com calma posto fotos e conto detalhes.
Saudades de todos
Kiko

4 de janeiro de 2009

Blog GUITAR PLAYER III

Nesta semana de arrumação de malas rumo à terra do Obama, deixo aqui mais um dos posts que tenho escrito para a revista Guitar Player.Este ainda é antigo e fala sobre a tour da Tarja. Nos posts anteriores você encontrará o predecessor e a sequência deste texto.
Feliz 2009!

EM TURNÊ COM
TARJA TURUNEN
Vou continuar contando sobre a turnê com a cantora Tarja Turunen (ex-Nightwish), ao lado de Mike Terrana (bateria), Doug Wimbish (baixo), Maria Ilmoniemi (teclados) e Max Lilja (violoncelo). Depois da preparação que descrevi no mês passado, veio a hora de comprovar que tudo estava cem por cento e que eu me encaixaria no grupo sem maiores problemas.
Muitas vezes, ficamos treinando com playbacks ou tocando com a gravação original. Isso é necessário, mas essa situação tranqüila de tocar sentado e concentrado em casa não representa a realidade. Na hora de tocar para valer com outros músicos, surpresas podem aparecer.
Quando você pratica com uma gravação, um erro seu não impede que a gravação continue certa. Porém, a realidade é outra, pois um erro grosseiro pode atrapalhar todos os outros músicos. Um bom treino é tocar sozinho, sem playback ou base (metrônomo é uma boa!), imaginando os outros instrumentos. Memorize bem as bases, riffs, solos etc. Se possível, toque de pé e com os efeitos e pedais que usará no show. Só dessa forma você estará bem preparado. Lembre-se: em um show, problemas técnicos, distração com o público, erros de outros músicos e outras intempéries podem desviar sua atenção e arruinar tudo se você não estiver bem treinado.
Ensaiamos em Monterrey, no México, por dois dias e lá fizemos o primeiro show. Depois de devidamente ensaiado, o aspecto principal é manter a concentração exclusivamente na música. Como de costume, o primeiro show foi melhor que o segundo. Como na primeira apresentação tudo deu certo, a grande confiança na segunda atrapalhou. Concentração e foco no que está tocando é fundamental, até alcançar um ponto em que você incorpora a música e ela soa natural.
Depois de Monterrey, viajamos para a Cidade do México e Guadalajara. Já havíamos até feito amizade com os atendentes do café do aeroporto, de tantas vezes que passamos por lá nesse vai-e-vem de cidades e vôos.
Aliás, quem estuda guitarra para ser músico profissional deve estar preparado para esperar em aeroportos e viajar muito. Vida de músico é, basicamente, esperar e ser transportado. Como os shows duram cerca de duas horas, a proporção com relação ao tempo ocioso é descomunal. Para fazer a viagem ao México, saí de casa às 5h da manhã e cheguei ao hotel depois da meia-noite – contando táxi, van, filas de check-in, passaporte, vôo, fila de imigração, van, hotel e assim por diante... Tudo isso para tocar apenas duas horas.
Fora os episódios que podem acontecer durante as viagens! Quando íamos do México para a Colômbia, após uma hora de vôo, uma das turbinas do avião parou de funcionar. Além do susto, fomos obrigados a voltar ao México para dar mais um “oi” aos nossos amigos dos cafés do aeroporto. Ficamos mais um dia naquele país para pegar o mesmo avião na madrugada seguinte. Mesmo assim, depois de sons bizarros e algumas luzes acendendo e apagando de forma estranha, mais da metade dos passageiros desistiu de ficar dentro daquele avião. Resolvemos encarar o desafio e fomos para a Colômbia, afinal, tínhamos show marcado.
Boa também foi a viagem de Fortaleza para Belo Horizonte, em um vôo de madrugada. Sentamos justamente ao lado de um casal que tinha cinco filhos gêmeos. Isso mesmo: quíntuplos! Detalhe: todos chorando incessantemente ao longo das quatro horas de vôo. Inacreditável!