28 de junho de 2010

NAMM 2010 Post Guitar Player

NAMM 2010
Vou contar um pouco do que fiz neste inicio de 2010. O ano mal começou e as atividades estão mais do que intensas! Pelo terceiro ano consecutivo, lá fui eu para mais uma visita à feira NAMM, em Anaheim, Califórnia.
Quem conhece a Expomusic, em São Paulo, tem uma ideia do que é uma feira de negócios de instrumentos musicais. Adicione todo o poder do mercado americano, suas marcas, e a quantidade de músicos, artistas e celebridades que transitam pelos corredores. Um evento realmente especial.
Estive lá mais uma vez servindo a marca Zoom de multiefeitos. Toquei no estande e participei da mesa de autógrafos com artistas como Geezer Butler (Black Sabbath e Heaven and Hell), Richie Kotzen, Michael Ammott e George Lynch. Fiz também uma jam com J.D. Servio, baixista do Black Label Society.
O que desperta minha atenção em um evento como este é que nossos ídolos, sejam quem forem – Steve Vai, Slash, Steve Wonder, George Benson –, estão lá todos os anos trabalhando suas parcerias com marcas de instrumentos. Independentemente de status e do grau de celebridade (alcunha em voga atualmente, mas que poucos merecem), lá estão eles, dispondo sua música, presença e prestígio. No fundo, o que acontece é que todos os famosos guardam dentro de si o menino músico que sempre sonhou com esse ou aquele instrumento. Por isso, uma festa como essa é um paraíso para todos nós, onde artesãos  e artistas unem-se pela magia da arte e tecnologia dos instrumentos. Daí a sensação de conhecer um criador como Lyndon Laney ou Mr. Seymour Duncan, por exemplo, é tão forte quanto apertar a mão de Steve Morse.

Da  Route 66 para a Dutra
De volta ao Brasil, fui direto ao encontro dos meus colegas de Angra para a fase de composição do novo álbum. Como já fizemos em outras oportunidades, a melhor opção para uma banda em fase final de criação  é procurar se concentrar ao máximo. Assim, como as pré-temporadas dos boleiros profissionais, nós também nos retiramos da caótica São Paulo e viemos para o bucólico interior de São Paulo acordar as vacas e galinhas com bumbadas, gritos e solos.
Para uma banda ser produtiva e criativa, empatia é fundamental. Para isso, é necessário o convívio diário, em que opiniões, música e assuntos diversos são divididos entre todos. Ao longo dos dias, essa união fica impressa nas novas composições e acaba por criar uma identidade sonora especifica da banda naquele período. E, o mais importante, estabelece o estreitamento dos laços de amizade para o passo seguinte, que é a gravação.
Acredito ser uma boa alternativa para a motivação e desenvolvimento de um novo trabalho. Altere a rotina e mude os ares de inspiração. Expire e transpire boa música. Que venha 2010!
Não deixe de visitar meu blog no site Guitar Player: http://kikoloureiro.guitarplayer.com.br. Você pode sugerir temas para esta coluna pelo e-mail info@kikoloureiro.com.br. Dúvidas e comentários são sempre bem-vindos. Siga-me também no Twitter: www.twitter.com/kikoloureiro