13 de outubro de 2011

EM BUSCA DE UMA IDENTIDADE.


EM BUSCA DE UMA IDENTIDADE

Não sei ao certo como o inconsciente coletivo analisado por Carl Jung atua em relação à música. Os arquétipos, os traços que povoam o nosso inconsciente e as imagens e símbolos jungianos podem ser musicais, também. Deixemos a profundidade do assunto aos psicólogos, mas a percepção de que existem lugares comuns a todos e lugares únicos dentro de nós é importante em nossa formação.

Consonâncias e dissonâncias colocadas em certas sequências agradam a muitos e nos conectam a um mesmo ponto. Alguns artistas dominam isso ao longo da carreira, encontram o ponto de equilíbrio entre a erudição, as surpresas e os lugares de conforto e, assim, criam canções que sobrevivem ao longo dos anos. Outros descobrem a chave para entrar nesse inconsciente coletivo uma vez na vida e depois não a encontram mais, pois essa descoberta nem sempre é algo claro e racional.

Estou aqui em Siracusa, Sicília, sul da Itália, ao lado do incrível Allan Holdsworth, guitarrista que influenciou gerações devido a sua expressividade singular e enigmática forma de tocar. Junto com o guitarrista holandês Richard Hallebeek, nós três iremos lecionar em um campus de verão.

Esse contato próximo com Holdsworth me deixou intrigado com a questão da identidade. Ele é um exemplo de ser não convencional. Conversamos muito sobre o assunto, mas ele, reticente, diz não saber explicar o porquê e de onde nascem as ideias. Se a música é algo etéreo, porque deveria haver uma explicação formal e científica? Podemos encara-lá apenas como sensações. Para criar a tal identidade, devemos encontrar o equilíbrio entre os lugares comuns e os lugares únicos que escondem- se dentro de nós. Como fazer para achar o ponto que agrade a você e aos outros, o que é consonante ou dissonante para você ou para os outros. Allan encontrou sua forma, que é algo totalmente peculiar, de beleza estranha, e transmite sensações e caminhos jamais visitados pelo nosso cérebro, mas que, de alguma forma, está lá no dele e Holdsworth, magistralmente, consegue transportá-los para sua música e, consequentemente, para nós. Nossa formação como músicos deve estar baseada principalmente na preocupação em moldar uma identidade. Desde o começo, o ideal seria que uma personalidade própria fosse o foco principal. Devemos descobrir qual peso nós damos às dicotomias com que nos deparamos enquanto músicos: intuitivo versus racional, consonante versus dissonante, lugares comuns versus o inusitado. Descobrir o que nos agrada primordialmente, o que imaginamos ser, o que reflete nossa vontade artística. Esses pontos são fundamentais para nos direcionar a uma identidade própria. A música coletiva de um povo, a música étnica popular do nosso país, também deve ter um papel essencial nessa formação de personalidade. É nela que sua origem será impressa. Se a música é um universo, é fundamental que sua localização seja ressaltada.

Postas todas essas variantes na mesa, a sua conexão com a música será cada vez mais verdadeira e pura. A arte que está dentro de você será nada mais que o reflexo do que você é – seu consciente, inconsciente pessoal e coletivo.

Kiko Loureiro

Matéria da Revista Guitar Player

11 de outubro de 2011

EM BUSCA DE UMA IDENTIDADE.

EM BUSCA DE UMA IDENTIDADE

Não sei ao certo como o inconsciente coletivo analisado por Carl Jung atua em relação à música. Os arquétipos, os traços que povoam o nosso inconsciente e as imagens e símbolos jungianos podem ser musicais, também. Deixemos a profundidade do assunto aos psicólogos, mas a percepção de que existem lugares comuns a todos e lugares únicos dentro de nós é importante em nossa formação.

Consonâncias e dissonâncias colocadas em certas sequências agradam a muitos e nos conectam a um mesmo ponto. Alguns artistas dominam isso ao longo da carreira, encontram o ponto de equilíbrio entre a erudição, as surpresas e os lugares de conforto e, assim, criam canções que sobrevivem ao longo dos anos. Outros descobrem a chave para entrar nesse inconsciente coletivo uma vez na vida e depois não a encontram mais, pois essa descoberta nem sempre é algo claro e racional.

Estou aqui em Siracusa, Sicília, sul da Itália, ao lado do incrível Allan Holdsworth, guitarrista que influenciou gerações devido a sua expressividade singular e enigmática forma de tocar. Junto com o guitarrista holandês Richard Hallebeek, nós três iremos lecionar em um campus de verão.

Esse contato próximo com Holdsworth me deixou intrigado com a questão da identidade. Ele é um exemplo de ser não convencional. Conversamos muito sobre o assunto, mas ele, reticente, diz não saber explicar o porquê e de onde nascem as ideias. Se a música é algo etéreo, porque deveria haver uma explicação formal e científica? Podemos encara-lá apenas como sensações. Para criar a tal identidade, devemos encontrar o equilíbrio entre os lugares comuns e os lugares únicos que escondem- se dentro de nós. Como fazer para achar o ponto que agrade a você e aos outros, o que é consonante ou dissonante para você ou para os outros. Allan encontrou sua forma, que é algo totalmente peculiar, de beleza estranha, e transmite sensações e caminhos jamais visitados pelo nosso cérebro, mas que, de alguma forma, está lá no dele e Holdsworth, magistralmente, consegue transportá-los para sua música e, consequentemente, para nós. Nossa formação como músicos deve estar baseada principalmente na preocupação em moldar uma identidade. Desde o começo, o ideal seria que uma personalidade própria fosse o foco principal. Devemos descobrir qual peso nós damos às dicotomias com que nos deparamos enquanto músicos: intuitivo versus racional, consonante versus dissonante, lugares comuns versus o inusitado. Descobrir o que nos agrada primordialmente, o que imaginamos ser, o que reflete nossa vontade artística. Esses pontos são fundamentais para nos direcionar a uma identidade própria. A música coletiva de um povo, a música étnica popular do nosso país, também deve ter um papel essencial nessa formação de personalidade. É nela que sua origem será impressa. Se a música é um universo, é fundamental que sua localização seja ressaltada.

Postas todas essas variantes na mesa, a sua conexão com a música será cada vez mais verdadeira e pura. A arte que está dentro de você será nada mais que o reflexo do que você é – seu consciente, inconsciente pessoal e coletivo.

Kiko Loureiro

Matéria da Revista Guitar Player



3 de outubro de 2011

A little more about Jason Becker...



Hello Folks

Here I´m posting once more a note to promote a great event, a wonderful initiative to help an outstanding musician who needs our support: the guitarist Jason Becker.

I ask all musicians who might read this note to please, take part on this great campaign to help raising money for Jason´s medical care, which is extremely expensive in the USA. Several events to raise money for Jason have been happening all over the world and I am very proud to be part of it on the next one that will take place in Nederlands, at Patronaat, in Harlen, on the 13th o November, 2011, together with some other great guitar names, respected all over the world.

To promote the event and the important idea of helping Jason, we are asking all musicians possible to change their profile pictures on Facebook to the banner of the event - you can get it on the previews post here in my blog or at http://jasonbeckerfest.com/index.php - until we´ve got a thousand banners or more spread all over.

Even if you don´t live in Nederlands, just support for this great happening in the name of a great human being who needs us.

Read more about the event and for those who can, purchase your tickets also: http://jasonbeckerfest.com/index.php

I thank you all for the help

Kiko Loureiro



2 de outubro de 2011

Jason Becker


Let's help Jason Becker all together!!! It's quite long but I'd like you could read it...

Hi everybody. My name is Guglielmo Malusardi from Milano Italia. Some of you already know me, some not, so I'll shortly introduce myself. I'm a huge guitar fan, a music journalist for Axe Magazine ( we dedicated a cover to Jason in occasion of my interview with him last year). And next month we have a good surprise for you, having Hedras in our pages interviewed by miself.

I'm organizing the Milan Guitar Day for seven years, together with Massimo Sangiorgi and I'm a presence on stage with mike in hand, in Noches de Guitarra in Spain and Ziua Chitarelor in Romania...Last but not absolutely least, I'm a proud member of the Shred Gang, together with Kris Claerhout, Ron Coolen and Laurie Monk setting up this amazing europan edition of Jason Becker Not Dead Yet, november the 13th at the Patronaat, Harlem, Holland.

In order to promote massively the selling ticket and the resonance of the event all around the world, I started a couple of days ago to change my profile image with the poster of the NDY gig, suggesting the SG members to do the same as they happily do. Then I started a world butterfly effect, contacting directly musicians ( first the ones on stage in NDY gig) from Italy and abroad, asking them to do the same and then the whole number of my contacts. Target at least one million of posters of the gig in one million fb profile pics. The butterfly Becker effect is started!!!

I dreamt to convert this idea in a huge topic, until the point that it'll break the fb walls and will reach tv news and press all around the world...

The whole very important ASL cause, will have a huge benefit as well .

It's absolutely useless to invite you to do the same in terms of seconds after read my words, and push the entire number of your contacts outside this blog, to do the same.

First step!!! One million posters!!!

"Yn grifach gyda'n gylidd "as the welch Ovspreys rugby players say ( Together we are stronger:)!

All for Jason, all with Jason!

I strongly hug you all

Guglielmo Malusardi di Benvenuto.