13 de setembro de 2012

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Esse verbo está na moda. É palavra de ordem na internet e, quanto mais engajado, atualizado e inserido no mundo moderno, mais compartilhamentos você deve fazer diariamente – dividir com as pessoas o que você pensa ser interessante, o que aprendeu, o que está em fase de desenvolvimento, suas criações, adaptações e visão de mundo.
Artistas, cientistas e todo profissional bem-sucedido carregam essa vontade de compartilhamento dentro de si É um sinal de que existe uma satisfação interna naquilo que se faz. Essa atitude de dividir conhecimento e experiências é algo extremamente benéfico e quanto antes percebermos isso, melhor . A paixão pelo que se faz é tão grande que a sensação de que a todos pertencem é imperativa – uma percepção de que sua obra passa a ser algo universal, muito além do pequeno e egoísta.
Um músico de blues, por exemplo, defende com alma e dentes o gênero e deve repassar adiante tudo o que aprendeu para criar uma cena do estilo mais forte e rica – em vez de guardar para si, escondendo o jogo. Assim, com felicidade, ele verá outros músicos talentosos e bandas, como uma confraria de amigos pelo mesmo ideal, e não como concorrentes.
Compartilhar o que fazemos com a sensação de não pertencer a ninguém nos deixa de tal forma livres que dizer o que é melhor ou pior torna-se relativo. Reconhecendo esse sentimento e posicionamento perante os outros, encontramos uma liberdade consistente que será o impulso para a criatividade e o autodesenvolvimento. Além disso, para comunicar seus conhecimentos é necessário racionalizá-lo, e isso por si só já ajuda muito em atingir um nível superior na criação.
Por muitas vezes nos deparamos com a dúvida de que nossa arte talvez não seja tão boa e que as pessoas não irão gostar. Essa atitude de comparar com outros trabalhos perturba diretamente a sua relação com o que você faz e torna-se um obstáculo no processo criativo, interferindo no fluxo da criação. Isso serve para qualquer situação, mas, em nosso caso, guitarristas e músicos, influi negativamente no momento da composição ou da improvisação.
Esses obstáculos, receios e medos estão dentro de nós e por isso é tão difícil chegar a instantes de pura inspiração e criatividade plena. Quanto antes notarmos e evitarmos essas dificuldades que nós mesmos nos impomos inconscientemente, melhor.
A total liberdade, pela qual descobrimos nossas melhores músicas, solos e improvisos, ocorrerá apenas quando estivermos certos do que somos e onde queremos chegar, pois isso traz um sentimento de paz e segurança que nos proporciona uma energia incrível e, assim, a criatividade é coroada. Por outro lado, os receios de descobrir quem você é atravanca e obstrui o processo criativo. Estude, descubra, pesquise, organize as informações e evolua ao dividir suas conquistas com os outros.